Este relatório direcionado por Valdemar Santos, se deu no dia seis de julho de dois mil e nove, aos redores do Teatro do Boi, pois foi feito uma pesquisa de campo com alguns moradores do bairro.
A principio, o coordenador explanou como se daria a pesquisa, foram selecionadas algumas perguntas, e dividido em duplas e por fim, o destino. Então cada dupla se dirigiu ao seu destino fazendo as devidas anotações.
Nos direcionamos à casa de uma moradora chamada Josélia, a casa de taipa recém construída, pois foi derrubada pela enchente. A dona da casa a princípio muito tímida mais nos recebeu bem e respondeu algumas perguntas que fizemos. Não quis falar sua idade, é viúva há três anos, sente muita falta do marido e mora com o filho, a nora e um neto. Veio para o bairro na década de noventa e diz gostar muito do bairro.
A pesquisa nos relatou inda que não conhece nenhum tipo de manifestação popular do bairro e nunca foi a Teatro e nem brincou na infância, pois precisou trabalhar muito cedo, sua profissão hoje é vendedora de carvão e faz isso há 25 anos.
Quando fala a mulher articula muito e não gosta de tirar fotos, possui várias imagens de santo, mas não sabe os nomes deles, e é muito raro ir à missa.
Diante de tal pesquisa, conclui-se que mesmo muitas pessoas sabendo da existência do Teatro do Boi no bairro, não conhecem e nem se sentem curiosas a conhecer, ainda é algo muito distante delas. Esse mapeamento é muito importante, pois assim podemos conhecer e aprender com aqueles que nos rodeia. Precisa de tempo e de vivencia para que ocorra essa proximidade, pois é um processo longo.
Rejane Rios
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