sexta-feira, julho 10

Relatos de Rejane Rios professora da Escola de Dança Teatro do Boi "Nação Tremembé"

Este relatório direcionado por Valdemar Santos, se deu no dia seis de julho de dois mil e nove, aos redores do Teatro do Boi, pois foi feito uma pesquisa de campo com alguns moradores do bairro.
A principio, o coordenador explanou como se daria a pesquisa, foram selecionadas algumas perguntas, e dividido em duplas e por fim, o destino. Então cada dupla se dirigiu ao seu destino fazendo as devidas anotações.
Nos direcionamos à casa de uma moradora chamada Josélia, a casa de taipa recém construída, pois foi derrubada pela enchente. A dona da casa a princípio muito tímida mais nos recebeu bem e respondeu algumas perguntas que fizemos. Não quis falar sua idade, é viúva há três anos, sente muita falta do marido e mora com o filho, a nora e um neto. Veio para o bairro na década de noventa e diz gostar muito do bairro.
A pesquisa nos relatou inda que não conhece nenhum tipo de manifestação popular do bairro e nunca foi a Teatro e nem brincou na infância, pois precisou trabalhar muito cedo, sua profissão hoje é vendedora de carvão e faz isso há 25 anos.
Quando fala a mulher articula muito e não gosta de tirar fotos, possui várias imagens de santo, mas não sabe os nomes deles, e é muito raro ir à missa.
Diante de tal pesquisa, conclui-se que mesmo muitas pessoas sabendo da existência do Teatro do Boi no bairro, não conhecem e nem se sentem curiosas a conhecer, ainda é algo muito distante delas. Esse mapeamento é muito importante, pois assim podemos conhecer e aprender com aqueles que nos rodeia. Precisa de tempo e de vivencia para que ocorra essa proximidade, pois é um processo longo.
Rejane Rios

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